Guia: Quais remédios levar para viajar

Você, eu e quase todo mundo conhece Adriana Calcanhoto. Discos, trilhas sonoras de novela, aquela voz maravilhosa, enfim, a cantora é uma celebridade por aqui. Quando vi numa livraria a capa – que chama bastante a atenção – de seu debut na literatura, logo pensei tratar-se de um relato de viagem da cantora, com opiniões sobre locais para visitar, bons restaurantes e demais turistiquices. Nada disso! O que Adriana conta é como se sucedeu sua malfadada turnê em terras portuguesas do disco Maré, historinha bem longe do usual.

A cantora não fala dos pontos turísticos porque simplesmente não os conheceu, já que passou vários dias e noites acordada devido a uma forte gripe e a uma mistura de medicamentos que a mergulharam num delirante surto psicótico. Encastelada no hotel, Adriana relata com pesar (e muito bom humor) todas as sensações de não poder conhecer absolutamente nada num país que julga tão interessante, tendo de enfrentar uma sucessão de entrevistas, um show para milhares de pessoas em que faltou luz e uma “maldita corrente de ar” que sugere tê-la feito engripar. Depois vem os médicos, os exames etc.

Suores, vómitos, delírio e muita ironia servem de aviso aos viajantes incautos: em terras longe de casa, todo cuidado com os remédios é pouco, sobretudo se resolver misturá-los. A ironia que permeia o texto é deliciosa, sobretudo porque dá uma cara especial para as maluquices narradas por Adriana, que conversa com termômetros e sonha com o ritual de voltar a beber Coca-Cola. Abaixo uma relação de remédios básicos para se carregar em viagens longas, dicas para se manter saudável antes, durante e depois da viagem, uma entrevista com a cantora e logo após um generoso aperitivo do livro. Boa viagem!

Remédios Importantes

- Filtro solar e creme hidratante são básicos para qualquer viagem, tanto no frio quanto no calor;

- Analgésicos e anti-térmicos (paracetamol, tylenol, dipirona, neosaldina etc.) em quantidade suficiente para pelo menos um comprimido por dia;

- Anti-gripais que você já tenha experimentado também são itens básicos em qualquer explorada.  Há uma variedade enorme no mercado (coristina, benegripe, trimedal etc.) mas por alguns serem coquetéis de ação mais intensa é recomendável que você só utilize algum medicamento já conhecido e testado por você;

- Anti-inflamatório (diclofenaco dietilamônio – cataflan, p.e.) para eventuais dores de garganta;

- Anti-ácido ou similares para azia, queimação e mal estar (pepsamar, eno etc.);

- Dramin ou similares para enjôos e vómitos, especialmente se você pretende fazer viagens longas de barco ou caminhar na altitude;

- Um kit com antiséptico, band-aid ou esparadrapos para eventuais curativos;

- Algum remédio de emergência para diarréia, infecção urinária e dor de garganta, males bastante comuns aos viajantes que em condições normais implicam numa prudente visita ao médico, mas em viagem devem ser tratados enquanto o atendimento não é possível;

- Seus remédios de uso pessoal freqüente, como anti-concepcionais ou anti-alérgicos, por exemplo;

Para evitar dores de cabeça como a da cantora, visite um médico de confiança antes de viajar para verificar quais remédios podem ser usados em conjunto ou separadamente e quais cuidados você deverá tomar. Aproveite para perguntar em que situações poderá fazer uso desses medicamentos, lembrando que se auto-medicar é considerado algo absolutamente excepcional, reservado apenas para emergências em locais onde não se pode procurar um médico. Assim, tire todas as suas dúvidas antes de viajar.

Note que você deve levar os remédios em quantidade suficiente para toda a viagem, pois em alguns países a fiscalização é intensa e você pode ter problemas para comprar algum que necessite de receita, mesmo se você trouxer a sua do Brasil. Lembre-se de anotar o nome genérico do remédio e se algum deles for líquido, não se esqueça de que poderá ser impedido de embarcar com ele na bagagem de mão nos aeroportos. Alguns países não aceitam a entrada de remédio algum sem receita médica. Informe-se.

Alguns viajantes que pretendem permanecer logo tempo num destino internacional contratam um seguro-saúde para o exterior. Se você já tem plano de saúde, entre em contato e pergunte sobre as codições para estender os benefícios para o exterior ou informe-se na agência de viagens sobre o serviço, geralmente disponibilizado de forma opcional, com coberturas variadas, inclusive com atendimento hospitalar com acompanhante, remoção para o país de origem, assistência odontológica etc. De um jeito ou de outro, leve anotados os dados de contato do consulado naquele país, caso precise de ajuda adicional. E antes de contratar, pergunte ao Procon qual é a do seguro oferecido.

Antes de ir, verifique sua carteira de vacinação e tome todos os reforços que estiverem vencidos. Alguns países exigem que você seja vacinado contra febre amarela, cuja dose deve ser tomada pelo menos dez dias antes da viagem. Atenção: nesses países não basta portar a carteira de vacinação brasileira, pois os fiscais exigem o Certificado Internacional de Vacinação que é emitido em qualquer um dos postos da Anvisa em Portos, Aeroportos e Fronteiras. Se você tem algum problema de saúde que o impede de ser vacinado, deverá providenciar a emissão de um Certificado Internacional de Isenção de Vacinação. Sem esses documentos o turista não consegue nem mesmo embarcar num vôo para esses países. São recomendadas também a tríplice viral (protege contra sarampo, caxumba e rubéola) e a DT (difteria e tétano, que apesar de não obrigatórias são imprescindíveis para qualquer mochileiro) e hepatite B, especialmente em países com condições sanitárias deficientes. Em caso de dúvidas, consulte o  calendário vacinal do Ministério da Sáude ou pergunte a seu médico. Se mora em São Paulo, sortudo, procure o Ambulatório do Viajante no Hospital Emílio Ribas e lá um infectologista de plantão informará quais as doenças mais comuns no seu país de destino. Grátis, segundo a experiente e querida menina de angola.

Os cuidados devem prosseguir quando o mochileiro chega a seu destino. Evite a todo custo alimentos vendidos nas ruas, comida  crua ou muito apimentada e pratos muito gordurosos ou preparados com carnes as quais não se está acostumado. É claro que ao viajar para um país cuja cultura é muito diferente da nossa um maiores dos prazeres é experimentar a culinária local, o que não é proibido de maneira nenhuma. Porém, se o mochileiro optar por pratos sempre quentes, experimentar comidas exóticas quando estiver mais próximo dos grandes centros e informar-se com outros turistas e com o responsável pelo preparo antes de iniciar a comilança, vai eliminar a maior parte dos problemas que normalmente afligem os incautos.

Outra dica importante é em relação a água. Sobretudo em países menos desenvolvidos, a água pode estar contaminada com toda sorte de  bactérias, vírus e fungos que podem até não fazer mal aos moradores locais, mas seguramente vão abater corpos desacostumados.  Recomenda-se, portanto, que a água das torneiras seja usada somente para o banho, reservando-se a água mineral para beber. Inclua este valor  suplementar em sua planilha de gastos, porque sem dúvida a saúde é uma economia que não vale a pena. Verifique o estado do lacre da garrafa antes de abrir e lembre-se que os sucos também são feitos com água, nem sempre engarrada. Em locais com surtos de cólega e similares é bom evitar até mesmo escovar os dentes com água da torneira. Se não tiver jeito, leve sempre na bagagem um purificador de água (hydrosteril, por exemplo.

Outra recomendação vital – e frequentemente ignorada pelos viajantes – é a de tomar alguns cuidados em cidades localizadas a mais de  dois mil metros de altura, muito comuns na Bolívia e no Peru, por exemplo. Nesses locais a pressão do oxigênio diminui e provoca falta de ar, dor de cabeça crônica e bastante cansaço. Conhecido como “mal de altitude” ou “soroche”, esse conjunto de sintomas costuma afetar bastante os brasileiros, desacostumados com grandes altitudes como os 3.400m de Cusco, por exemplo. O remédio é simples: curta sua  estadia no primeiro dia de forma leve e tranquila, sem grande esforço físico. Se for o seu caso, faça uma leitura um pouco mais apurada sobre o assunto, sendo um bom começo dar uma olhada neste artigo, bastante completo e esclarecedor.

Finalmente, ao voltar para casa, caso o mochileiro apresente algum sintoma como febre constante, dor de cabeça, mal-estar, dores  no corpo ou outras alterações significativas, a Anvisa recomenda  procurar um médico, informando os locais por onde viajou, inclusive as escalas e conexões. Caso tenha se sentido mal na viagem, o procedimento é o mesmo, já que o viajante pode ter contraído alguma doença e o quanto antes diagnosticá-la, melhor e mais efetivo será o tratamento. Se possível, procure um ambulatório especializado como o já citado Ambulatório do Viajante.

Saga Lusa


Guerra e Paz

From: Luciano Alabarse <lucianoalabarse@hotmail.com>
Date: Thu, 22 May 2008 17:00:00 -0300
To: adriana calcanhotto <calcanhotto@hotmail.com>
Subject: saudade

Adrix, muito querida:
cada vez que escuto o Maré, como agora, lembro de ti com muita saudade. Deves estar em Portugal, não? Quando tiveres matérias, críticas daí e tempo, é claro, manda pra que eu continue acompanhando a trajetória vitoriosa do disco e do espetáculo.
Muitos beijos.
Luki.

Date: Fri, 23 May 2008 15:02:42 -0300
Subject: Re: saudade
From: calcanhotto@hotmail.com
To: lucianoalabarse@hotmail.com

Luki,

uma loucura, Portugal. Saí do Brasil exaurida como sempre saio, porque deixo uma casa funcionando, são cheques que não acabam mais, providências, recomendações, Susana de cama, com uma gripe fortíssima, uma cachorra machucada com curativos pra recomendar que sejam feitos, mais cinco cães saudáveis pra cuidar e três gatas mimadas que preciso orientar que continuem mimadas ou ficarão traumatizadas para sempre, a internet que sumiu e há uma semana a Telemar diz que é culpa do UOL e o UOL diz que é culpa da Telemar e até eu sair ainda não tinham descoberto o problema, que dirá o culpado, enfim, embarquei pra Lisboa sonhando em desmaiar durante o vôo. Mas o homem à minha esquerda roncava. E o da direita também. Preferi acreditar que o comandante se mantinha acordado, sou otimista, todo mundo sabe. Comer não comi porque a TAP não embarcou minha comida vegetariana, esqueceram, ou sei lá, imaginam
– é comida de avião, brócolis não tem gosto de brócolis, frango não tem gosto de frango, qual o problema, meu deus? Essas cantoras do Brasil complicam, hein? Cheguei em Lisboa e uma equipe de tv me esperava no aeroporto perguntando se havia feito boa viagem. Eu, aos sorrisos, disse que sim, e segui sorrindo pra que se vissem meus dentes já que as olheiras tratei de esconder atrás de óculos escuros da Prada que parecem duas placas de aquecimento solar, de tão grandes. Cheguei no hotel, fiz xixi e chegou a maquiadora pra entrevista no terraço, eu já atrasada porque o vôo também atrasou no Rio em mais de uma hora. Dei a entrevista, desci o elevador, pegamos o carro para outra entrevista, que dei passeando de charrete pela cidade, coisas de gravadora que se eu soubesse antes não toparia a menos que estivesse bêbada. Como não lembro de ter topado, talvez estivesse em coma. Voltei pro hotel e, à noite, pude – finalmente – sair pra dar uma entrevista ao vivo na RTP2, quando as olheiras já faziam de mim um urso panda disfarçado de cantora gaúcha maldormida. Dormi, acordei, fui pra rádio gravar um programa fingindo que estava ao vivo no ar na quarta-feira (era segunda). Tinha que dizer que o show que ainda não havia feito tinha sido ótimo. Almocei no vegetariano, ufa! Fui passar o som. O cenário lindo, meus meninos uns doces, um oásis meu palquinho. O show foi lindo, mágico, eu me emocionei várias vezes, tudo ia crescendo mais e mais. Aí faltou luz. Ficamos no palco, naquele sai-não-sai, faz-se o quê. Engraçado que mesmo sem luz tocamos até o final do compasso interrompido, como somos condicionados os humanos. Saímos do palco. Vinte minutos na coxia com uma corrente de ar nas costas, que eu percebi de alguma maneira porque pedi meu deslumbrante robe de veludo azul Gilda Midani pra Cintia. Nada da luz, voltamos mesmo assim, acústicos, e fizemos três canções, do jeito que deu. Só as luzes de emergência na platéia acesas. Muito obrigada, Lisboa, boa-noite, Lisboa, até a próxima, até a volta, valeu. Não recebi ninguém no camarim por causa do escuro, achei que não seria seguro para as pessoas e porque pensei que bom mesmo seria zarpar pro hotel, descansar pro show do dia seguinte. Aconteceu foi que peguei uma gripe como nunca antes na vida. O vento na charrete, o vento encanado da porta do hotel, famoso em Lisboa, a corrente de ar do teatro, o cansaço, o esforço de cantar sem microfonação para um Coliseu bem composto, prato cheio. O segundo show não sei como consegui fazer, se é que consegui. Lembro de tomar um Tylenol pra conseguir ficar de pé, embora todo mundo reclame que passo a maior parte do show sentada. Suely, minha produtora, contou que eu disse para a platéia, logo no começo do show (que paracetamol me deixa meio doidona):

— Vou logo avisando, sei que tem Camané, Mariza, Kleiton e Celso Fonseca na platéia, estou péssima, não tenho voz alguma, estou constipadíssima. Me perdoem, por favor, antecipadamente, pelo que possa acontecer com este concerto.

O pior: o Nuno Pacheco assistiu a esse segundo show. Deveria ser considerada crime hediondo a presença de críticos inteligentes de música nos segundos dias de show de cantoras gripadas sem voz. Ele publicou a crítica hoje e, se não fala mal, bem também não diz, com toda a razão, coitado.

Voltei do segundo show pálida, trêmula, mas mantendo a pose no meu deslumbrante robe azul. Subi no elevador com uns africanos que se entreolhavam, tentando localizar de que tribo são as senhoras que andam de robe de veludo e havaianas, com uma braçada de flores na mão e olheiras que as fazem parecer um urso panda disfarçado de cantora – vestida e com a maquiagem borrada pela ex-mulher do Gerald Thomas. Eu tremia de frio, mas sorri, claro, pros africanos. Tomei um banho quentíssimo, durante longos minutos porque, pra mim, esta é a melhor hora dos shows e porque precisava me aquecer e não conseguia. Um urso panda certamente não se enganaria, mas eu, até então, não tinha me dado conta de que estava ardendo em febre e que um banho pelando não ajudaria muito, sabe que o QI das cantoras… Fiz o show com febre sem me dar conta disso, enfim, sabia é que não podia me dar ao luxo de ter febre porque tinha ainda mais não sei quantas entrevistas pela frente. Fui pra cama depois do banho quente, mas não deu. De madrugada, com muita peninha, acordei meu anjo Suely para pedirmos um termômetro na recepção. Mas o Sheraton Lisboa não tem um termómetro. Não entendo bem o raciocínio, mas deve ser algo do tipo – pois, isto é um hotel, minha senhora, não uma clínica geriátrica. Então um mensageiro foi, de madrugada, não sei onde, comprar o termómetro mas pelo que demorou desconfio que tenha ido a Madrid. Chamamos a médica que atende ao hotel e ela me disse ao chegar:

— Atendo atletas e desportistas, e vocês, cantores, são da mesma categoria: dão mais do que têm.

Nossa, isso calou fundo. E prosseguiu:

— A menina Adriana não pode tratar-se assim tão mal, por que é que está a fazer isso consigo?

Respondi…

— …ãeamhuam.

Pra encurtar, antibióticos, aaarrrgghh, antiinflamatório, uuugllh, programação da tv a cabo, aff. A Adriana não pode dar as entrevistas de amanhã. Escândalo na gravadora, na editora, isso não é possível, como é que vai ser? Vai pôr tudo a perder! Nem quero entrar nessas considerações, que isso era pra ser um email e está virando Guerra e Paz, mas tá puxado, viu? Anabela manda músicas que não consigo ouvir inteiras por causa da dor de cabeça, mas que adoro quando chegam. A febre não cede. Camisolas encharcadas. Cancelar as entrevistas de depois de amanhã também. Liga pra gravadora, agora é o fim da carreira dela, que pena, ia tão bem. A febre piora.

— Isabel? Oi! Tudo bem sim, e você?… Pois é, que chatice, a febre não sai do lugar, cara.

— Tenta um outro médico, quem sabe, tantos amigos aí, eles não têm médico? Não vão ao médico?

— Como assim, “não vão ao médico”?

— Sei lá, são portugueses…

— Não, não tem nada a ver com a médica, adorei-a. Apesar de ela, antes de me dizer boa-noite, ter feito duas das perguntas que passei os doze anos de psicanálise escapulindo de me fazer. Ela é calma. Séria. Entendeu que tenho hiperplasia congênita das supra-renais, de instalação tardia, a forma não-clássica, que tomo cortisona diariamente para o resto da vida, que sou maluca, “artista”. Ela até pensou em me dar outra medicação, mas sabe que é arriscado por causa da cortisona, disse que não iria ministrar, sob hipótese alguma. Nem minha mãe conseguiu entender até hoje que tenho essa enzimopatia, me afeiçoei, deixa a Doutora.

— Mas ela não é a médica do Sheraton?

— Então.

— O Sheraton não tem um termômetro, Adriana, custa ver outra pessoa? Eu procuraria uma segunda opinião.

— Não, não custa, vou ver…

Agora, não me venha falar mal do Sheraton com ironiazinhas que não admito. Falo eu, mal do Sheraton. Porque amo este hotel, ele é meu, tenho as melhores recordações daqui, dos funcionários, das gentilezas, dos sorrisos, das pssoas, das minhas estadias todas, que maluquice. Só porque algum hóspede brasileiro algum dia provavelmente deu a Elza no termómetro, pediu pra usar e “esqueceu” de devolver, o Sheraton Lisboa é o quê? Desequipado? Relapso? Ah, me poupe.

Outro médico, este indicado pelo António. Simpático, açoriano. Vamos pro hospital às dez da noite tirar chapa do pulmão. Traqueobronquite, pulmão de fumante passivo, bingo. Nas análises de sangue, infecção e discreta anemia. Isso sou eu – vi logo que não haviam trocado os resultados porque nunca fiz um exame na vida que não revelasse discreta anemia. É que tenho hiperplasia das supra-renais na forma não-clássica, o Kennedy também tinha, esquece. Chega no quarto do hotel o pedido da farmácia. Vamos ter amanhã que comprar uma mala pra levar os remédios, o que não seria nada demais se não tivesse que tomá-los. Me apronto pra dormir depois de tomar os remédios, todos de uma vez, e aplico a bombinha com desinfectante pra garganta. Vai saber por quê, esse negócio disparou meu sistema simpático, fiquei com palpitação, fritando, suando, com uma sensação de medo medo medo. Dormi exausta e acordei de um sonho medonho, empapada de suor, chorando sem poder me controlar. Só pensava que um dia aquilo ia passar. Bad trip, total. Graça? Nenhuma. Tô aqui agora de ressaca dessa noite que pretendo deletar, com uma mesa-de-cabeceira que parece um estande de lançamentos farmacêuticos, parecendo um urso panda disfarçado de cantora dramática de cama. A camareira me viu tossir e gentilmente disse-me:

— Pois, está mesmo muito mal, hein?

Domenico veio me visitar de manhã, fofo. Trouxe um óleo francês de eucalipto, me fez rir contando histórias da Orquestra Imperial e pegou a estrada com a banda e os técnicos, que estão indo na frente para Torres Novas. O show é amanhã.”

* Fonte e original para download em .DOC no excelente Portal Literal.
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8 respostas para Guia: Quais remédios levar para viajar

  1. Raulzito, eu como agora sou uma viajante em tempo integral, rs. Vou te dar uma dica que me deram que mudou muito minha rotina antes de viajar. No Emílio Ribas existe o Ambulatório do Viajante,(http://www.emilioribas.sp.gov.br/viajante.php), lá uma equipe de infectologistas informam quais as doenças mais comuns nas áreas em que vc pretende viajar, quais remédios indicados, e vacinas que vc dever tomar (antes de vir para Angola eu tomei cerca de 8). E o que é melhor tudo de graça.

    Outra coisa importante é procurar o ambulatório se voltar doente de viagem, pois lá existe pessoas capacitadas para identificar doenças como malária que não é facilmente identificada em hospitais normais.

    Outros remédios que não pode faltar na sua farmacinha é para diarréia e infecção urinária.

    E por fim devo dizer que antes de viajar é bom verificar qual a lesgislação do país quanto a medicamentos. Em Dubai por exemplo é expressamente entrar com medicamentos sem receita médica. Nem mesmo tylenol, aspirina, antigripal. Nadica de nada!

    Um remédio que sempre me salva é o amidalin para dor de garganta.

    beijão e excelente tópico!!!

    Sandrinha

  2. Mais uma coisinha, eu sempre levo comigo um vidirinho de hidrosteril, para purificar a água. Aqui só escovo os dentes com água de torneira depois de colocar hidrosteril. Pode ser muito útil se vc precisar beber água em algum lugar não confiável. Ele mata todos os monstrinhos.

    bj

  3. Raulz!to disse:

    Anotadíssimo! Texto atualizado.

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  5. Pingback: Roadtrip no exterior: CNH ou PID? E Carta Verde? | ((( o _ m o c h i l e i r o

  6. R! disse:

    Dica: http://www.idasevindas.com.br/2011/09/10/volta-ao-mundo-cuidados-com-a-saude/

    No post, a Carla Portilho dá dicas bacanas de cuidados com a saúde em viagens longas . Fala de pólio, malária, hepatites, febre tifóide etc. Vale a leitura.

  7. Mochileiro disse:

    Mais uma atualização: http://sna.saude.gov.br/cdam/
    No site, você obtém todas as informações que precisa para obter seu CDAM – Certificado de Direito a Assistência Médica, que permite aos brasileiros que contribuem para a Previdência Social e seus dependentes atendimento médico gratuito na Itália, em Portugal, no Chile, na Grécia e em Cabo Verde. Recentemente, Argentina e o Uruguai eliminaram a necessidade de ser segurado do INSS para ter o benefício e também prestam atendimento gratuito. Informe-se!

  8. Jorge Lomonano disse:

    Boa postagem! Tem um texto no site do IG que fala sobre a farmacinha que se deve levar ao viajar. E bom para complementar essa reportagem: http://saude.ig.com.br/bemestar/farmacinha-pessoal/n1237852441954.html

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